quarta-feira, 21 de julho de 2010
Conversas de Boteco
sábado, 15 de maio de 2010
Utopia x Barbárie
domingo, 9 de maio de 2010
QG de fantasias
domingo, 7 de março de 2010
E como já disse uma vez, o Titãs
Elas estão no chão: você tropeça e acha a solução!
domingo, 1 de novembro de 2009
22:30 - Um péssimo horário para morrer
Sentados, queriam chegar em casa, quando todas as luzes se apagaram com o trem ainda em movimento. De súbito, as portas abriram e as únicas luzes que restaram foram as da estação. A curiosidade por saber o que estava a acontecer foi imensa.
Só sei do que vi
A música parou de tocar nos ouvidos; os pés ficaram inquietos; as mãos começaram a suar frio; as bolsas e mochilas foram apertadas ao corpo; as conversas foram deixadas pela metade; o medo do desconhecido e os outros sentidos foram atiçados. A única coisa que se fazia sabida era a de que todos ali queriam chegar em casa, sãos e salvos. De repente um sinal, e a luz-no-fim-do-túnel: “atenção! Estamos parados devido à presença de usuário na via na estação à frente, Anhangabaú”. Todos, mesmo que inconsciente, soltaram um coro que inspirou metade tristeza e metade indignação. Como pode um peixe vivo viver fora da água fria? Tsc, tsc.
Em respeito ao fim
Maria de Lourdes, 57 anos, resmungou o tempo todo: “não poderia ser pior? Trabalhei o dia inteiro, aguentei chefe na minha orelha, cobri o plantão de duas pessoas e ainda tenho que enfrentar isso para ir embora? É um absurdo! Pode até se matar, mas não estraga a vida dos outros, né?”.
O caos instaurou-se. De tanto que foi, o riso no rosto das pessoas era inerente à situação. Não havia mais solução. Nenhum trem passou e a estação ficou lotada. Só rindo para não chorar. Ficaram a mercê de uma voz que pronunciava de cinco em cinco minutos calmamente: “senhores usuários, estamos circulando com velocidade reduzida, devido a presença de usuário na via”. Às vinte e duas horas e trinta minutos de uma sexta-feira, véspera de feriado. Definitivamente, um péssimo horário para morrer. Mas quem é Deus, afinal, não é? Às vinte e três horas e quarenta minutos, a normalidade voltou. Claro, em respeito ao finado fim.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Espiritualidade
Lembrou de sábado à noite, quando estava sentada na calçada de madrugada com amigos, ouvir um taxista de cabelos brancos dizer:
-"a vida acaba aqui? Ué, então vamos matar, roubar, fazer de tudo, não é? É assim que eles pensam. É fácil demais usufruir de um pensamento desse. Para que fazer o bem, então? Se fosse assim, exatamente assim, não teria um porquê".
E continuou a ler: e, talvez, um outro planeta e outros mais, em que a espécie humana renasceria, subindo cada vez um degrau a mais (uma vida) nas escala do amadurecimento. Era essa a ideia que Tomas fazia do eterno retorno".
"Nós, aqui na Terra (no planeta número um, no planeta da inexperiência), podemos ter apenas uma ideia muito vaga daquilo que acontece com o homem nos outros planetas. Teria ele mais sabedoria? Estaria a maturidade a seu alcance? Poderia atingi-la através da repetição?", e suspirou "...o otimista é aquele que acredita que a história humana será menos sangrenta no planeta número cinco. O pessimista é aquele que não acredita nisso".
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Des-gosto
Não. Finalmente coisa-nenhuma.
Agosto passou e deixou em Setembro
o (des)gosto de ter que passar por Agosto.
Está aberta a caça às Bruxas
e a tudo de sobrenatural.
Bichos escrotos, voltem para o esgoto.
Homens primatas, voltem para suas cascas.
E não. Não é Halloween. Ainda.
É só Agosto.
E o resto de um Des-gosto.
domingo, 23 de agosto de 2009
Conversas de boteco
E eu, continuando, "adoro essas filosofias. No jogo do bicho, será que a vida ganha? Hahahaha. Não deve ter "humano" lá; eles contam apenas os irracionais, né. Que, aliás, às vezes são mais racionais do que os próprios seres humanos (se é que podem ser chamados assim).
Como diria João Antônio, "cada um defende a sua e atira na do outro". Aposte sua vida no jogo, só pra ver se realmente ela sempre ganha no jogo da vida.
sábado, 8 de agosto de 2009
Névski, Paulista, Times Square e Dropsie
Enquanto os carros passam em um movimento frenético quase que indestrutível e as pessoas não se olham mais nos olhos, o ambulante de filmes piratas oferece aos seus possíveis fregueses uma promoção de “três por dez” para conseguir uns grandes trocados e voltar para sua terra de origem antes que o Rapa chegue; as madames de bolsas e casacos de pele animal passeiam empinadas, olham os óculos escuros na vitrine, e compartilham futilidades indizíveis sobre seus maridos empresários provedores do pão de cada dia de seus filhos que cultivam a infidelidade com a secretária de óculos e saia no corpo colada sem que elas saibam.
Em outra esquina um homem moribundo de terno e chinelos, grita pedaços da bíblia para que todos ouçam a palavra de um suposto Deus, que para ele existe e se personifica na forma de um cifrão dourado e vezenquando prateado; na frete da vitrine da livraria estão todos os lançamentos literários-contadores-de-histórias estampados a serem mostrados para a multidão que passa, e nem os percebe, nem os vê; como em uma crônica de João do Rio, um jovem-homem senta na mesa de um bar, pede uma dose de uísque e ali fica a observar toda, toda, toda essa melancolia.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Coisas D'alma
-Escuta, como é que você sabe todas essas músicas?
Olhou para ela com um certo ar desimportante e continuou a cantarolar.
-Não é possível.
Cantarolava, cantarolava, cantarolava.
-Hein? Hã? Como é que é?
Desconfiada e insistente, continuou:
-Mas hein! Mo diga!
Cantarolava, cantarolava, cantarolava.
-É. Tá na alma, né? Só poderia. Eu sabia.
Continuou a cantarolar como se fosse a única resposta. E de fato: foi, era e é. Quem é capaz de compreender certas coisas d'alma?
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Fundamental é mesmo o amor
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Considerações sobre o tempo
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Cada macaco no seu galho?
Porteiro: Ô, Andréa! Tava conversando com a sua mãe, lembrei que quando eu entrei aqui você tinha dois anos só. Tá crescida, né!
Eu: É mesmo. Faz tempo, hein?
Porteiro: É, pra você ver...
Eu: É.
Porteiro: Mas e aí, eu nunca mais te ví. Você nunca mais chegou tão tarde como chegava...
Porteiro: Ah, então por isso que não ví mais o Alemão por aí? Botou ele pra correr, é? (risos)
Eu: É. Não tava dando certo mais.
Porteiro: Ah... Tá certo, quando é assim, não dá mesmo. É melhor cada um ir para um canto.
(pausa) Sabe, o fulano de tal disse que viu ele outro dia no negócio lá, de... de, concursos, lá, não sabe?
Eu: Nossa, quem?
Porteiro: Ah, o moço do apartamento número tal.
Eu: Vish. Eu, hein? Mas o fulano nem sabia quem era!
Porteiro: Ah, mas as pessoas sabem, Andréa. As pessoas sabem. (risos)
domingo, 19 de abril de 2009
Todo o tempo do mundo
Sem botar os pés no chão, sem música pra acompanhar
Foi só por um segundo, todo o tempo do mundo, e o mundo todo se perdeu.
“Bom dia, menina”, ouviu da faxineira do prédio; um longo ‘booom dia, tudo bem?’ recebeu do porteiro; e um ‘dia’, tímido da moça que passava para dentro do gradil com suas compras pesadas na mão. Saiu do prédio e parou na calçada fora do espaço da faixa de pedestres, claro, e esperou os carros pararem e deixarem passar.
Eu vi quando você me viu, seus olhos buscaram nos meus o mesmo pecado febril.
Eu vi, pois é, eu reparei!
domingo, 12 de abril de 2009
Inesquecível
Embora a meteorologia tivesse previsto muita chuva, a única que de fato aconteceu foi de fogos, de papéis prateados em cima de todas as cabeças, e um vôo até o outro lado do Anhembi do Paul Stanley no solo da “Love Gun”. Eu gritava, cantava, pulava, e não estava nem aí se eu não conseguia ver o palco, se o meu joelho estragado fosse ficar mais estragado ainda, e se eu iria ficar sem voz no dia seguinte na hora de cantar “Rock and Roll All Night”, “I Was Made For Loving You” e “Detroit Rock City”.
sábado, 11 de abril de 2009
Adeus você
sexta-feira, 10 de abril de 2009
A Pólis do Paraíso
quarta-feira, 25 de março de 2009
de um 'quê' sentimental
O que sinto não tem cor,
O que sinto não tem jeito,
Mas tem um dono.
Um. Dono.
No singular, no masculino. O que sinto não é amor,
O que sinto não é vermelho,
O que sinto não é um beijo.
O que sinto é apenas sentido.
Sem. Sentido.
Não se faz sabido.